segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Avaliação de alunos de ensino a distância ainda é desafio

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A presença do professor em sala de aula está, em muitos lugares, sendo substituída pelo computador. Até mesmos cursos que dependem de habilidades bem específicas, como Música, já possuem versões de educação a distância. Mas, como avaliar o avanço musical de um estudante pela internet?
Cada vez mais, pesquisadores têm se debruçado no desenvolvimento de softwares que simulam instrumentos musicais e prometem auxiliar no ensino de Música a distância. No curso a distância de licenciatura em Música na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o primeiro do Brasil, dois programas já foram desenvolvidos: o teclado acompanhamento e o violão acompanhamento.
Único curso do tipo reconhecido pelo MEC, o curso está disponível para todos os estados do País e tem o objetivo de melhorar a qualidade do ensino musical nas escolas públicas. A graduação foi criada em 2008, com a coordenação das secretarias de Educação Básica e de Educação a Distância, e com o apoio e participação das secretarias de Educação Especial, Educação Superior e Ministério da Educação (MEC) e tem duração de quatro anos, sendo realizado totalmente pela internet.
Para isso, alguns softwares foram criados no Centro de Artes e Educação Física (CAEF) da UFRGS, parte da Rede Nacional de Formação Continuada de Professores da Educação Básica do MEC. O teclado acompanhamento ensina as sutilezas do instrumento musical por meio de um e-book, livro em formato digital que pode ser lido em equipamentos eletrônicos tais como computadores, PDAs e alguns celulares.
Assim como no violão acompanhamento, o software ensina teoria e depois dá exercícios práticos, mostrando para o aluno como se dá a leitura de partitura e simulando o teclado com animação. Para o violão, outra animação mostra as diferentes cordas e como formar diversos acordes, além do passo a passo de algumas canções.
Apesar da distância, avaliação é presencial
Apesar da boa qualidade dos programas, a avaliação dos alunos ainda é um desafio e precisa ser feita de forma presencial e com acompanhamento de profissionais. “Ainda não se pensa em abandonar completamente a necessidade da experiência presencial no processo de ensino-aprendizagem instrumental; talvez até nunca se pense nisso. Mas acredita-se que o material aqui desenvolvido pode estimular a autonomia de estudo no aluno, o que é fundamental para um instrumentista”, explica Helena de Souza Nunes, coordenadora do CAEF da UFRGS.
Portanto, pelo menos uma vez por mês, os alunos de graduação a distância precisam ser avaliados presencialmente em algum dos 14 pólos da licenciatura de Música EAD, distribuídos pelo País. “Por enquanto, pelo menos, este e-book deve ser entendido unicamente como um facilitador para atendimentos presenciais mais esparsos que as tradicionais aulas semanais de instrumento musical”, conclui.

Violinista busca criar avaliação online

Para resolver o desafio da avaliação virtual dos estudantes, o violonista Roberto Marcos Gomes de Onófrio projetou um curso totalmente online no ambiente Teleduc – recurso destinado à criação, participação e administração de cursos na web, desenvolvido pelo Núcleo de Informática Aplicada à Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) -, cujo conteúdo focou o ensino musical para estudantes de graduação, incluindo novas formas avaliativas.
Atualmente existem vários sites, vídeos e outros recursos disponíveis via internet para ensinar a tocar violão. Mas, de acordo com Onófrio, nenhuma das alternativas existentes contempla a mensuração do aprendizado do aluno. “Em qualquer uma das formas, não existe a possibilidade de se fazer uma pergunta ou resolver algum problema em tempo real”, diz.
Por isso, o violinista busca desenvolver uma proposta de ensino que ele chama de “estar junto virtual”. A ideia é apostar em um nível maior de interação entre aluno e professor. “O objetivo é promover a interação de forma mais eficiente, além de abordar de maneira mais abrangente o ensino de técnicas e de conteúdo teórico necessário para um bom aprendizado. Isto porque o ensino de música reserva desafios de se transpor em um cenário virtual”, explica.
Das categorias de ensino existentes atualmente, o pesquisador destaca a aprendizagem programa, também chamada de broadcast, na qual o conteúdo é disponibilizado de forma sequencial e impessoal, sendo proposto para todos os alunos, independentemente do conhecimento musical. Para ele, essa forma de aprendizado é pouco eficiente, pois não há interação, e não há como mensurar o quanto o aluno aprendeu.
A segunda categoria é a virtualização da sala de aula. “As aulas são passadas no mesmo formato e com os mesmos conteúdos das aulas presenciais, havendo apenas a mudança do ambiente físico para o virtual”, esclarece. Na tentativa de trazer outro modelo, o violinista trabalha para desenvolver um software que consiga, além de ensinar, medir o desenvolvimento dos estudantes.
Fonte: Terra

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Educação a Distância: o futuro da arte: Programação

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Desafio

A experiência com a modalidade EAD está bastante agradável e prazerosa. A interatividade que se construiu entre o grupo de pessoas com o mesmo objetivo foi um estimulo muito importante na superação dos desafios e tarefas. A relação de cooperação e colaboração me surpreendeu! Não esperava essa integração em um curso EAD. Tempo e espaço não foram empecilhos para argumentações e a aprendizagem foi adequada.
Participar dos blogs e ler os artigos também foi uma atividade muito interessante. As contribuições foram fantásticas para o meu desenvolvimento e aprendizado.
         A modalidade EAD vem se desenvolvendo muito na última década com o avanço da tecnologia. Vários artigos abordam os novos recursos e instrumentos para o desenvolvimento desta modalidade.
A entrevista realizada na Bienal Internacional do Livro com Ana Teresa Ralston “Novas tecnologias exigem novos conteúdos” aborda uma questão muito interessante que é o avanço da tecnologia versus conteúdos educacionais num passo mais lento. Ou seja, a autora argumenta que no meio educacional, as tecnologias demoram mais a serem incorporadas, em virtude da estrutura e condições que o setor educacional possui. Desta forma, novas tecnologias requerem também novos conteúdos. É fundamental investir também nas pesquisas educacionais para esta modalidade de educação.
Os avanços tecnológicos são muitos na modalidade EAD, mas é fundamental o olhar para os estudos e avanços pedagógicos na mesma proporção.


Duas propostas fantásticas que deveriam ser colocadas em prática imediatamente :Instituir residência nas licenciaturas e cursos de pedagogia e a criação de centros ou institutos de formação nas universidades que sejam separados dos departamentos que hoje oferecem as licenciaturas. Perfeito!!!

Reportagem interessante!!!
Fiquei imaginando:
Aulas realizadas obrigatoriamente com Internet em papel principal, com características mais enfáticas na velocidade, na troca de informações, com feedback entre alunos e professores…. Alem de tudo divertidas, modernas, atuais, interessantes, qual adolescente resistirá?

Prof. Mattar,
Sou aluna do curso Metodologias e Gestão para Educação a Distância. Tudo é muito novo para mim, estou ainda engatinhando nesse novo mundo e me preparando para meus primeiros passos. Aqui encontrei a orientação que nesse momento é fundamental.